sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Indiferença (não releio filhos abortados)

Me intriga ver, como as coisas se fecham entre elas, como a música começa a tocar exatamente quando eu preciso dela, estou triste, preciso de uma música que me lembre você. Estou tão cansada agora, cansada de ter que sempre puxar tua orelha, cansada de fingir, cansada de tratar de suas vontades. Estou triste, e já não encontro o sol.
Todo dia eu acordo dizendo: "Animo pra viver, força pra levantar". Não sei como consigo levantar da cama, parece que existe uma outra mão, mais forte, mais impulsiva que consegue me tirar do escuro do meu quarto. 
Faz tanto tempo que não vejo o sol da manhã, faz tempo que não corro nem uso minhas pernas pra me exercitar.
Só queria encontrar a força que tens pra viver, a força que usas pra tanto me aborrecer, entristecer. Não sei de meu futuro, nada saiu como eu queria, não estou em outro estado, não estou sendo economicamente útil nem uma eximia filha, meiga e suave. Cúmplice, parceira, amiga? Já não sei mais o que isso... Ficar ao seu lado dói.

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